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Se não for justo, Ṣàngó não há de permitir!

Publicado por Gill Sampaio Ominirò em 09/04/2016 às 22h41

Impeachment de natureza política é ilegal.

 

 

É fato inquestionável que o Congresso Nacional hoje está constituído por políticos que, em sua maioria,  respondem por algum crime de corrupção e/ou improbidade administrativa, o que, além de não os legitimar para um processo de impeachment, revela que a corrupção não é o centro da crise política, mas sim o desejo voraz de grupos poderosos, ligados à especulação financeira, aos bancos e aos empresários os quais, com quase total apoio da grande mídia, pretendem voltar a controlar de vez o país, afastando as decisões da soberania do povo brasileiro. 

 

Como demonstra o passado da realidade política e econômica do país, esses representantes de poderosos grupos de interesse, quando alçados aos postos de comando praticam a política de concentração de renda, retirando conquistas sociais e implementando medidas como a terceirização sem limites, a ameaça ao FGTS, a substituição das garantias da CLT, dentre outras, por resultados negociados entre grupos que não têm nenhuma correlação de forças (trabalhadores e patrões). Além disso, tentam a piora da situação dos aposentados ao querer desvincular do PIB a correção do salário mínimo para os pensionistas, dispõem-se a acabar com todos os programas sociais e propõem outra reforma da previdência que não seja a que beneficie o trabalhador. TODOS ESTES PROJETOS PREJUDICIAIS À CLASSE TRABALHADORA JÁ ESTÃO EM ANDAMENTO na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal.

 

Por isso, o Grupo Ìkórítá, não apoiando nenhum partido, defende a DEMOCRACIA, o Estado de Direito, as conquistas sociais e os direitos trabalhistas garantidos até aqui com muita luta. Não podemos nos calar e nos esquecer de que Ṣàngó, um dos òrìṣà mais importantes do panteão yorubá é a divindade da justiça.

 

Assim, ao passar por cima da Constituição e promover o impedimento sem crime ao mandato da presidente Dilma Rousseff, esses políticos consolidarão o pior cenário principalmente para nós, trabalhadores, principalmente os do povo do àṣẹ, que não raro são sempre os mais prejudicados pelas ações conservadoras. 

 

É importante ter claro que o processo em andamento na Câmara dos Deputados pode ser comparado a um eventual atraso no pagamento de uma fatura do cartão de crédito, isto é, para executar os programas sociais, o governo usou recursos de bancos públicos (Caixa Econômica, Banco do Brasil e BNDES) e depois repôs esses valores, com atraso. É isso que está no processo e não representa crime, além de ser uma prática comum. Dos 27 governadores do país, por exemplo, 16 também responderiam pelas chamadas "pedaladas fiscais" por terem recorrido à mesma solução.

 

Portanto, é preciso que estejamos atentos aos projetos políticos que enxergam e observam os povos de terreiro, os povos de religiões afro-brasileiras e de matriz africana. É preciso observarmos os projetos que legitimam estas religiões e as protegem através de leis de combate à intolerância. É preciso estarmos atentos e também nos mobilizarmos contra o golpe que está em curso não só a uma pessoa ou a um partido, mas à democracia e ao povo brasileiro.

 

Que Ṣàngó Aláàfin conduza este processo com seu olhar de fogo da justiça e da isonomia. Que os culpados paguem por seus erros e que os inocentes não sejam usados como escudo para os malditos. Àṣẹ!

 

Grupo Ìkórítá

Categoria: História

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