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Dicas de Yorubá III

Publicado por em 06/11/2015 às 19h07

 

 

Mo kí o (meus cumprimentos!) aos fãs da Ìwé Ìmọ̀!

 

Já falamos um pouco sobre a Origem e História do idioma Yorubá em Dicas de Yorubá I, também já falamos do Alfabeto e da Acentuação neste idioma em Dicas de Yorubá II. Agora chegou o momento de falarmos um pouco dos Sons e da Pronúncia no Yorubá, com dicas importantes nesta etapa que é a mais difícil, pois a pronúncia no Yorubá é complexa por ser demasiada sutil.

 

Um bom exemplo desta sutilidade é o erro que se comete ao na pronúncia do nome da divindade do rio homônimo Ọbà como paroxítona, ou seja, pronunciá-lo como /óba/, dando à primeira sílaba o peso de sílaba tônica. Quem comete este desvio, no entanto, tenta diferenciar, pela sílaba tônica, a pronúncia do nome da divindade Ọbà da pronúncia do título honorífico Ọba (rei). Porém, observem que apesar de serem muito semelhantes, há uma diferença fonética entre estas palavras, pois a segunda sílaba de Ọbà (divindade) possui um acento diferencial grave (`), fato que lhe atribui um tom mais baixo (dó), enquanto que na segunda sílaba de Ọba (rei), não há acentos e o tom, portanto, que se estabelece é o médio (ré). Pode parecer pouco, mas este acento altera a pronúncia e o significado.

Em resumo, ambas as pronúncias são oxítonas.

 

Para não haver dúvidas é importante ressaltar que no Yorubá TODAS as palavras são oxítonas. Ou seja, em todas as palavras a sílaba tônica é sempre a última. Reforçando, no Yorubá não existem paroxítonas, muito menos proparoxítonas.

 

Pronúncia das letras do alfabeto Yorubá:

 

A B D F I L M T e U têm pronúncia semelhante ao do português do Brasil. Por outro lado, as letras abaixo têm sons, às vezes, diferentes: 

 

E – lê-se como em EMA

 

Ẹ – lê-se como em EVA

 

G – lê-se como em GAGO

 

J – lê-se como em DJAVAN

 

K – lê-se como em CAMA

 

N – lê-se como em NOIVA

 

O – lê-se como em OLHO

 

Ọ – lê-se como em OVA

 

P – tem som de KP e pronuncia-se junto

 

R – lê-se como em CAROÇO, jamais como em CARROÇA

 

S – lê-se como em SAIA

 

Ṣ – lê-se como em XÍCARA

 

W – lê-se como em WESLEY, jamais como em WANDO

 

Y – lê-se como em IGREJA com som mais longo

 

Outras dicas importantes sobre sons e pronúncias: 

 

  1. Todas as letras devem ser pronunciadas, não existem letras mudas. Mesmo o “H” é pronunciado e tem som de “RR”. No caso de “GB”, o “G” deve ser pronunciado. Exemplo: Ẹlẹgbara. A pronúncia correta é /éléguibárá/. Mas atenção, o som de “G” é gutural, como em “gato” e NUNCA terá o som de “J”;

 

  1. Todas as palavras terminam com vogais, jamais em consoantes;

 

  1. Todos os verbos começam com uma consoante e não se flexionam nas suas conjugações;

 

  1. As sílabas são entrecortadas por uma leve respiração. Exemplo: tètè (cedo) pronuncia-se = tè-tè;

 

  1. Também não existem ditongos. As sequências de vogais são pronunciadas como sílabas separadas. Exemplo: láìpé = lá-ì-pé (cedo) é considerado trissílabo, e raúráú = ra-ú-rá-ú (completamente) é polissílabo;

 

  1. A letra “N” colocada ao lado de uma consoante, num verbo, forma o gerúndio e tem o som de “UM”. Exemplo: Kú: morrer / Nkú: morrendo;

 

  1. As sílabas NA e MỌ são pronunciadas com som nasal.

 

Como falamos em Dicas de Yorubá II, no Yorubá há três tipos básicos de tom (baixo, médio e alto ), dados por acentos ou pela ausência deles. Assim, o tom Baixo se caracteriza pelo acento grave ( ` ), o Médio pela ausência de acentos e o Alto pelo acento agudo ( ´ ). 

 

O dàbọ! (até logo!)

 

 

Categoria: Antropologia, Cultura, Tradição Escrita, Tradução, Transmissão de Conhecimento
Tags: pronúncia, sons, tradução, yorubá

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